Distilia é uma síndrome floral bem conhecida, identificada pela primeira vez por Charles Darwin, caracterizada pelas flores dentro de uma população mostrando posicionamento recíproco das anteras e do estigma. Em um estudo recente publicado em AoB plants, Jiang et al. use distyly como um modelo para determinar como uma síndrome floral chave é moldada pela natureza. Prímula chungensis, uma espécie distílica com morfos simultâneos de estilete homo, curto e longo, exibe algumas variações no comprimento do estilete.

Prímula chungensis
O comprimento do estilete de Primula chungensis varia sequencialmente do meio do tubo floral até a boca da corola, descobrimos que o estigma tem mais pólen compatível depositado à medida que a distância entre o estigma do receptor de pólen e a antera do doador de pólen diminui. Crédito da imagem: Jiang et al.

Usando esta espécie, Jiang et al. descobriram que o estigma capturou mais pólen compatível conforme a separação entre o estigma do receptor de pólen e a antera do doador de pólen diminuiu. Seus resultados fornecem evidências claras para a hipótese de polinização disassortativa proposta por Charles Darwin, que será útil para a compreensão futura da evolução da distilia. Uma hipótese alternativa para a evolução da distilia (por exemplo, evitação da autofecundação) também pode ser verdadeira, mas é menos provável, porque a autoincompatibilidade evitaria muito a autofecundação para muitas espécies distílicas.