Plantas com flores com perfurações de vasos simples evoluíram de espécies com perfurações escalariformes, mas há uma escassez de estudos integrativos explicando por que essas transições na evolução da madeira aconteceram.

Ilustrações de seções de madeira de microscópio de luz (A, B, E, F) e superfícies de microscópio eletrônico de varredura (C, D) mostrando a marcada diferença anatômica da madeira entre Viburnum (A, C, E) e Sambucus (B, D, F).
Ilustrações de seções de madeira de microscópio óptico (A, B, E, F) e superfícies de microscópio eletrônico de varredura (C, D) mostrando a diferença anatômica marcante na madeira entre Viburnum (A, C, E) e Sambucus (B, D, F). (A) V. prunifolium: seção transversal, vasos principalmente solitários, parênquima axial apotraqueal difuso em agregados (setas). (B) S. glauca: seção transversal, vasos em grupos distintos, parênquima axial escasso paratraqueal (setas). (C) V. furcatum: seção radial, perfurações de vasos escalariformes com muitas barras (setas). (D) S. javanica: seção radial, perfurações de vasos simples (seta horizontal). (E) V. opulus: seção tangencial, raios multisseriados longos devido a extremidades unisseriadas longas (setas). (F) S. glauca: seção tangencial, raios multisseriados mais curtos e mais largos (setas).

Lente et ai. descobre que Viburno, caracterizado por perfurações de vasos escalariformes (ancestral), diversificado antes do estreitamente relacionado Sambucus, caracterizada por perfurações simples (derivadas). A falta de pressão seletiva para alta eficiência condutiva durante a diversificação inicial resultou em Viburno mantendo o tipo de placa de perfuração ancestral, enquanto temperaturas mais altas durante a diversificação inicial de Sambucus desencadeou a evolução para perfurações de vasos simples, resultando em mecanismos de transporte de água de longa distância mais eficientes.

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