
Em contraste com nossa ampla compreensão da dinâmica populacional e filogenética, não sabemos quando táxons diploides são suficientemente diferentes para gerar alopoliploides com dois genomas muito distintos (alopoliploides estritos), ou seja, quando seus híbridos interespecíficos diploides seriam estéreis ou quase isso. Levin analisa e integra as informações publicadas e determina que, apesar das limitações na metodologia e na amostragem, os tempos estimados para a esterilidade híbrida são um tanto congruentes em linhagens diferentes. Enquanto o tempo de espera para a esterilidade híbrida é de aproximadamente 4 a 5 milhões de anos, o da incompatibilidade cruzada é de aproximadamente 8 a 10 milhões de anos, às vezes consideravelmente mais. Alopoliploides estritos podem ser formados na janela de tempo interveniente. Os progenitores de vários alopoliplóides divergiram entre 4 e 6 milhões de anos antes da síntese dos alopoliploides, como esperado. Este é o primeiro estudo a propor uma estrutura temporal geral para a alopoliploidia estrita.
