
As áreas dos cumes das ilhas oceânicas constituem alguns dos ecossistemas mais isolados da Terra e são altamente vulneráveis às mudanças climáticas e às espécies introduzidas. Dentro das comunidades únicas de alta altitude de Tenerife (Ilhas Canárias), o sucesso reprodutivo e, portanto, a sobrevivência a longo prazo das espécies pode depender da adequação ambiental, bem como da ameaça de herbívoros introduzidos. Em um recente artigo 'Escolha do Editor' publicado em AoB PLANTS, Segue et al. estudaram a aptidão de uma espécie de violeta endêmica e vulnerável ao longo de sua faixa altitudinal (2,400 m – 3,500 m) e descobriram que ela é afetada principalmente pela variabilidade interanual e de microhabitat ao longo do gradiente, especialmente na borda mais baixa. Apesar das condições ambientais cada vez mais adversas, a planta não apresentou limitação de pólen com elevação, o que foi atribuído ao aumento da autofecundação e diminuição da competição por polinizadores em altitudes mais elevadas. A aptidão da planta foi extremamente reduzida devido à presença de coelhos não nativos, que alteraram as interações da planta com o ambiente ao longo do gradiente, ameaçando a sobrevivência desta violeta.
