
http://aob.oxfordjournals.org/content/115/3.toc
A maior parte da água na Terra é água do mar, cada quilograma contém cerca de 35 g de sal, mas a maioria das plantas não pode crescer nesta solução; menos de 0.2% das espécies podem se desenvolver e se reproduzir com exposição repetida à água do mar. Esses 'extremófilos' são chamados halófitos.
O conhecimento aprimorado das halófitas é importante para entender nosso mundo natural e permitir o uso de algumas dessas plantas fascinantes na revegetação da terra, como forragem para o gado e para desenvolver culturas tolerantes ao sal. Annals of Botany publicou recentemente um Edição Especial sobre Halófitas e Adaptações Salinas, em que a evolução da tolerância ao sal em halófitas, suas características de história de vida e progresso na compreensão dos mecanismos moleculares, bioquímicos e fisiológicos que contribuem para a tolerância ao sal são resumidos em 16 artigos de pesquisadores líderes no assunto. Em particular, os processos celulares que sustentam a capacidade das halófitas de tolerar altas concentrações teciduais de Na+ e Cl-, incluindo a regulação do transporte de membrana, sua capacidade de sintetizar solutos compatíveis e de lidar com espécies reativas de oxigênio, são destacadas. A interação de fatores de estresse além da salinidade, como metais pesados e inundações, também são temas que ganham cada vez mais atenção na busca pelo entendimento da biologia das halófitas, e são abordados nesta edição especial.
