
Avanços em fotônica e nanoestruturas estimularam pesquisas sobre coloração estrutural em organismos, particularmente em animais. A última pesquisa sugeriu a possibilidade de estruturas biológicas serem modelos para a produção de novos dispositivos ópticos, por meio de 'biomimética e bioinspiração'. As plantas são menos bem estudadas do que os animais quanto à coloração estrutural, ou iridescência; talvez o maior repertório bioquímico das plantas reduza a diversidade de estruturas na produção de cores. Praticamente toda coloração azul e verde em animais é estrutural, enquanto em flores e frutos de plantas os azuis são comumente produzidos por antocianinas modificadas.
Plantas com folhas azuis iridescentes são ocasionalmente encontradas no sub-bosque de florestas tropicais, e a base estrutural para essa cor foi encontrada em camadas de celulose, helicoidais ou em densas bandas eletro-opacas, ou na espessura das membranas tilacoides em plastídeos modificados. Um artigo recente em Annals of Botany mostra que a base dessa cor é a combinação da deposição helicoidal de celulose e a estratificação de nanopartículas de sílica na parede celular epidérmica adaxial. Essas células produzem um azul brilhante que, combinado com o tecido foliar clorofilado normal, produz uma folha verde-azulada.
