As previsões das alterações climáticas indicam um aumento progressivo das temperaturas médias e um aumento da frequência das ondas de calor, o que terá um impacto negativo na produtividade das culturas. Na última década, vários estudos abordaram a questão de como plantas modelo ou culturas específicas modificam seu metabolismo quando expostas ao estresse térmico.

de Pinto et ai. fornecem uma visão geral das vias redox que contribuem para a forma como as plantas lidam com o estresse térmico, com foco no papel das espécies reativas de oxigênio (ROS), metabólitos redox e enzimas nas vias de sinalização que levam à ativação de respostas de defesa. Eles concluem que, embora haja evidências claras de que várias estratégias são especificamente ativadas de acordo com a intensidade e a duração do estresse térmico, bem como a capacidade das diferentes espécies ou genótipos de superar o estresse, uma alteração na homeostase redox parece ser um fator comum evento. O conhecimento da termotolerância dentro da biodiversidade agronômica é de fundamental importância para permitir que os pesquisadores identifiquem novas estratégias para superar os impactos das mudanças climáticas.
Este artigo aparece na edição especial Reações ROS e NO em Plantas.
