As previsões das alterações climáticas indicam um aumento progressivo das temperaturas médias e um aumento da frequência das ondas de calor, o que terá um impacto negativo na produtividade das culturas. Na última década, vários estudos abordaram a questão de como plantas modelo ou culturas específicas modificam seu metabolismo quando expostas ao estresse térmico.

Homeostase Redox
Sistemas redox na resposta ao estresse térmico. Representação esquemática dos principais eventos redox que ocorrem em células vegetais como consequência do estresse térmico. Figura de de Pinto et al. (2015)

de Pinto et ai. fornecem uma visão geral das vias redox que contribuem para a forma como as plantas lidam com o estresse térmico, com foco no papel das espécies reativas de oxigênio (ROS), metabólitos redox e enzimas nas vias de sinalização que levam à ativação de respostas de defesa. Eles concluem que, embora haja evidências claras de que várias estratégias são especificamente ativadas de acordo com a intensidade e a duração do estresse térmico, bem como a capacidade das diferentes espécies ou genótipos de superar o estresse, uma alteração na homeostase redox parece ser um fator comum evento. O conhecimento da termotolerância dentro da biodiversidade agronômica é de fundamental importância para permitir que os pesquisadores identifiquem novas estratégias para superar os impactos das mudanças climáticas.

Este artigo aparece na edição especial Reações ROS e NO em Plantas.