Se uma planta deseja crescer, ela precisa de um alongamento confiável de células anisotrópicas*. Fazer com que as células se alongem tem algumas restrições. Há pressão de turgor vacuolar, a pressão do vacúolo na célula empurrando o conteúdo da célula contra a parede celular. E tem a parede celular, que precisa limitar o conteúdo da cela para manter tudo dentro.

Turgor nas células
Imagem Le et al. (2018)

A resistência da parede celular vem principalmente da celulose microfibrilas. São fios alinhados perpendicularmente ao eixo de alongamento, permitindo que a parede celular se estique na direção certa.

Le et al. propôs-se a caracterizar a função molecular de EmDICE1 codificando uma nova proteína transmembrana envolvida no alongamento de células anisotrópicas em Arabidopsis. Eles descobriram que a mutação de ganho de função de EmDICE1, um gene que codifica uma proteína de membrana putativa localizada no ER, causa defeitos no alongamento celular anisotrópico por perturbar a integridade da parede celular em Arabidopsis. Outras observações genéticas, bioquímicas e transcriptômicas sugerem que AtDICE1 contribui para o processo de alongamento celular anisotrópico adequado no tecido vascular, possivelmente através do processo de formação da parede celular.

* Alongamento ao longo de um eixo específico da célula, por exemplo, crescendo mais, em vez de apenas inflar.