
As azeitonas têm uma história longa e complexa. As origens da oliveira cultivada no Mediterrâneo (Olea europaea subsp. europaea) são muito debatidos, mas geralmente é aceito que sua domesticação começou no Levante com base em evidências arqueológicas, históricas e moleculares. Múltiplas seleções locais de cultivares foram sugeridas por análises genéticas, seguidas de diversificação secundária da cultura seguida da difusão da oleicultura em toda a bacia do Mediterrâneo. A contribuição das azeitonas selvagens ocidentais neste processo de diversificação permanece pouco compreendida.
Um artigo recente em Annals of Botany descreve padrões de diferenciação genética em azeitonas do Mediterrâneo e do Saara e testa a mistura entre esses táxons. Com base nos resultados, a difusão da oleicultura mediada pelo homem sobre a bacia do Mediterrâneo e a contribuição da O. europaea subsp. laperrinei à diversificação da oliveira cultivada são discutidos. Embora sua contribuição genética seja limitada, fica claro a partir deste trabalho que a azeitona de Laperrine esteve envolvida na diversificação das azeitonas cultivadas.
