Imagem: Vignolini et al.
Imagem: Vignolini et al.

Apesar das aparências – e muitas vezes, suposições – em contrário, a intensa cor azul do fruto da Pollia condensada não é devido ao(s) pigmento(s). Em vez disso, é outro exemplo do chamado 'cor estrutural' (um fenômeno que é muito mais conhecido - embora ainda incompletamente compreendido - em animais do que em plantas), conforme relato de Silvia Vignolini et al. O fenômeno em pólia fruta (aparentemente, conhecida como 'bling berry' em reconhecimento ao gíria referindo-se a joias chamativas, ostentosas ou elaboradas e acessórios ornamentados carregados ou usados ​​por certos indivíduos) é um 'exemplo de forte coloração iridescente baseada em multicamadas', que dá à fruta uma 'aparência pixelizada ou pontilhista impressionante'. Além disso, 'A coloração azul brilhante desta fruta é mais intensa do que a de qualquer material biológico descrito anteriormente' (!!). Embora os autores mencionem Pontilhismo (uma técnica de pintura na qual pequenos pontos distintos de cor pura são aplicados em padrões para formar uma imagem), soa mais como surrealismo para mim. Um azul tão intenso, mas que não é químico, deve ser um pouco decepcionante para os cientistas do Serviço de Pesquisa Agrícola que desejam explorar antocianinas vegetais – que dão cores azuis a muitas partes das plantas – como pesticidas. Cor estrutural, hein? Brilhe!