
O gênero Rosa (com 150–200 espécies) é amplamente distribuído em habitats temperados e subtropicais, desde o hemisfério norte até a Ásia tropical, com apenas uma espécie africana tropical. Para entender melhor a evolução das rosas, este estudo examina as relações infragenéricas com relação à taxonomia convencional, considera a extensão da alopoliploidização e infere os processos macroevolutivos que levaram à distribuição atual do gênero.
A reconstrução da área ancestral sugere que, apesar de uma presença precoce no continente americano, a maioria das espécies americanas existentes são o resultado de uma recolonização posterior da Ásia, provavelmente através da ponte Bering Land. Os resultados sugerem trocas mais recentes entre a Ásia e o oeste da América do Norte do que com o leste da América do Norte. A distribuição atual de rosas da linhagem Synstylae na Europa é provavelmente o resultado de uma migração da Ásia aprox. 30 milhões de anos atrás, após o fechamento do estreito de Turgai. Direções para uma nova classificação seccional do gênero Rosa são propostas, e as análises fornecem uma estrutura evolutiva para estudos futuros sobre este gênero notoriamente difícil.
