A deposição de sílica nas paredes celulares das gramíneas melhora suas propriedades mecânicas e ajuda as plantas a suportar várias condições de estresse. A silicificação é muitas vezes vista como um equivalente estrutural à lignificação, fornecendo resistência semelhante ao mesmo tempo em que requer custos metabólicos mais baixos. Seu mecanismo ainda não é compreendido e as interações sílica-parede celular são indescritíveis.
Comprar et al. investigar a formação de agregados de sílica em Sorgo bicolor raízes, o papel dos componentes da parede celular em sua formação e a relação entre sílica e lignina. O estudo relata que a absorção ativa de ácido silícico é fornecida no ápice da raiz, onde os transportadores de silício Lsi1 e Lsi2 são expressos. Os locais de agregação de sílica são estabelecidos durante o desenvolvimento das paredes celulares endodérmicas terciárias, mesmo na ausência de silício. A agregação de sílica ocorre em pontos não lignificados nas paredes celulares endodérmicas, que acumulam progressivamente ácido silícico, e sua condensação se inicia nos complexos arabinoxilano-ácido ferúlico.

Os autores propõem um modelo no qual a formação de agregados de sílica em raízes de sorgo é predeterminada por uma arquitetura modificada da parede celular e ocorre sob o controle do desenvolvimento da endoderme. A interação com a sílica é mediada por complexos de arabinoxilano-ácido ferúlico e interfere na deposição subsequente de lignina. Contudo, como a sílica e a lignina apresentam hidrofobicidade contrastante, não podem ser consideradas modificações equivalentes da parede celular.
