
De volta ao conferência UKPSF, seleção assistida por marcadores (MAIS) foi explorado por Ian Graham (Centro de Novos Produtos Agrícolas, Universidade de York) ao considerar o melhoramento molecular em novas culturas. O MAS não se baseia nos próprios traços observáveis – por exemplo, cor – mas nos genes associados a eles. Uma abordagem MAS permite, portanto, a seleção de plantas com características desejadas e, muitas vezes, muito mais cedo do que a própria característica pode ser observada (desde que os marcadores sejam conhecidos…). Assim, pode acelerar a reprodução de 'novas' culturas.
Entre os projetos que Graham resumiu - como o desenvolvimento de artemisinina antimalárica de Artemisia annua, e a produção de biodiesel de Jatrofa curcas – foi mencionado Stevia rebaudiana, que produz esteviosídeo, um glicosídeo até 300 vezes mais doce que a sacarose, mas isento de calorias. Graham também nos lembrou que em nossa busca por 'novas' culturas, não devemos ignorar as existentes, mas facilmente negligenciar as chamadas 'culturas órfãs': 'espécies de cultivo que foram subexploradas por sua contribuição para a segurança alimentar, saúde (nutricional/medicinal), geração de renda e efeitos ambientais'.
Um apelo oportuno - e humilhante - para aproveitar mais a variedade e variação natural que já temos.
