As plantas são organismos sésseis que têm a capacidade de integrar sinais externos em sinais metabólicos e de desenvolvimento. As pistas iniciam cascatas de sinais específicos que podem aumentar a tolerância das plantas ao estresse, e esses mecanismos são cruciais para a sobrevivência e aptidão das plantas. A adaptação das plantas ao estresse é um processo complexo que envolve a decodificação de entradas de estresse como sinais de deficiência de energia. O processo funciona através de uma vasta reprogramação metabólica e/ou transcricional para restabelecer o equilíbrio energético celular. Membros da via de dissipação de energia mitocondrial (MEDP), oxidases alternativas (AOXs) e proteínas desacopladoras (UCPs), atuam como mediadores de energia e podem desempenhar papéis cruciais na adaptação de plantas a estresses. No entanto, seus papéis no crescimento e desenvolvimento das plantas têm sido relativamente menos explorados.

Sinal cruzado entre o MEDP, ROS, sinalização de cálcio e sinalização hormonal.
Interação de sinais entre MEDP, ROS, sinalização de cálcio e sinalização hormonal. Detalhes completos em Pu et al.

Pu et al. revisar o conhecimento atual sobre o papel dos membros do MEDP no desenvolvimento da planta, bem como os avanços recentes na identificação dos componentes moleculares que regulam a expressão de AOXs e UCPs. A regulação desses componentes do MEDP é complexa e ocorre nos níveis transcricional, translacional, pós-traducional e metabólico. Os autores concluem que, como resultado de suas funções de mediador de energia celular, o MEDP integra informações de redox e vias de sinalização de energia com vias hormonais que regulam o desenvolvimento da planta e a tolerância ao estresse.

Este artigo aparece na edição especial Reações ROS e NO em Plantas.