
Quando os coqueiros são objeto de um relatório científico, os parágrafos introdutórios podem mencionar apenas alguns dos múltiplos usos que tornam essa cultura pantropical inestimável para milhares de pequenos agricultores. Um comentário sobre a beleza e a aparência familiar dos coqueiros é difícil de resistir, e pode ser ilustrado por uma foto mostrando os caules graciosos, sustentando uma coroa de folhas, curvando-se sobre uma lagoa tropical, na qual os frutos maduros podem cair e flutuar. Também pode ser mencionada a dificuldade de lidar com um monocotiledônea longevo de origem desconhecida e sem propagação vegetativa.
A casa original do coqueiro, Cocos nucifera, e a extensão de sua dispersão natural não são conhecidas. Os defensores de uma origem sul-americana devem explicar por que não é indígena lá e por que mostra maior diversidade no sul da Ásia. Por outro lado, os proponentes de uma origem asiática devem explicar por que não existem Cocoseae asiáticas e por que o parente botânico mais próximo do Cocos está na América do Sul. Ambas as hipóteses compartilham os problemas comuns de como, quando, onde e em que direções ocorreu a dispersão de longa distância.
