A ativação de defesa constitutiva em plantas leva à resistência a um amplo espectro de patógenos, mas também freqüentemente a um crescimento atrofiado e conjuntos de sementes reduzidos; como as plantas decidem se devem se defender contra infecções ou utilizar energia para crescer? Os hormônios vegetais são importantes integradores das respostas fisiológicas que influenciam o resultado das interações planta-patógeno.
Representação esquemática do papel das citocininas no crescimento e defesa das plantas contra patógenos biotróficos e no trade-off crescimento-defesa. Sob condições normais de crescimento, a citocinina promove o crescimento da parte aérea enquanto inibe o crescimento da raiz (setas amarelas). A infecção por um patógeno biotrófico estimula a ativação da imunidade desencadeada por padrão (PTI), estresse oxidativo (ROS) e biossíntese de ácido salicílico, culminando em respostas de defesa dependentes do ácido salicílico que suprimem o crescimento de patógenos biotróficos (setas azuis). As citocininas podem aumentar a ativação de defesa por processos dependentes e independentes do ácido salicílico (imunidade induzida por citocinina; setas verdes). As citocininas também podem ajudar no crescimento de patógenos, por mecanismos que incluem a supressão de PTI e ROS (suscetibilidade induzida por citocinina; setas vermelhas). O aumento do conteúdo/sinalização de ácido salicílico inibe os processos regulados pela citocinina, potencialmente causando a inibição do crescimento da planta, um mecanismo provável pelo qual pode ocorrer o trade-off crescimento-defesa. As setas indicam interação positiva; extremidades cegas indicam interação negativa (inibição).
Alberto e Argueso discutem os mecanismos pelos quais o hormônio vegetal citocinina regula o crescimento vegetal e a resposta a patógenos e documentam as maneiras pelas quais as citocininas podem conectar esses dois processos, afetando, em última análise, as compensações de crescimento observadas na imunidade vegetal.
Depois que um incêndio florestal varre a paisagem, pode ser inevitável ficar chocado com a cena desoladora que ele deixa. No entanto, uma investigação recente liderada por Lucas Carbone sugere que as plantas podem florescer nestes ambientes como nunca se esperava.