A fragmentação do habitat causada pelo homem leva ao isolamento espacial de espécies de plantas ameaçadas, aumentando o risco de extinção. Compreender a variabilidade genética e a estrutura populacional de espécies vegetais raras e isoladas é de grande importância para avaliar o risco de extinção e estabelecer planos de conservação. Um estudo recente de Lee et al. publicado em AoB PLANTS investiga o risco de extinção da erva medicinal ameaçada de extinção Aconitum austrokoreense, uma espécie com capacidade de dispersão limitada.

A análise molecular de 479 indivíduos de A. austrocoreensede sete populações em toda a Coreia do Sul revelou que a diversidade genética dentro da população é baixa, enquanto a divergência entre as populações é alta nesta espécie. Houve correlação significativa entre distâncias geográficas e genéticas indicando um padrão de isolamento por distância. Os resultados sugerem que várias populações de A. austrocoreensepode ter experimentado gargalos populacionais recentes e que a espécie pode ter diminuído e/ou ainda está diminuindo em tamanho populacional, resultando em maior risco de extinção. Juntamente com características da história de vida, como capacidade de dispersão e polinização, a fragmentação recente do habitat pode aumentar ainda mais o risco de extinção da espécie.
