Gélvez-Zúñiga e colegas estudaram como insetos comedores de flores afetam plantas ao longo de um gradiente de elevação no ecossistema de campo rupestre do Brasil. Eles descobriram que flores em altitudes mais elevadas sofrem mais danos de insetos, o que poderia reduzir a reprodução das plantas e influenciar a dinâmica dos ecossistemas em regiões montanhosas.

A equipe pesquisou plantas floridas em 30 parcelas variando de 823 a 1411 metros acima do nível do mar. Eles registraram o número de flores, duração da floração e danos causados ​​por insetos em mais de 12,000 plantas. Os danos florais foram avaliados examinando pétalas e outras estruturas florais em busca de sinais de alimentação de insetos, como pistilo ou estames.

Dos mais de 12,000 indivíduos floridos examinados, quase um quarto deles exibia algum sinal de dano às flores. Curiosamente, conforme a elevação aumentava, uma proporção maior de flores em plantas individuais era atacada por insetos. Plantas com períodos de floração mais longos sofreram mais danos, especialmente em altitudes mais elevadas, sugerindo que a exposição prolongada de flores pode atrair mais pragas de insetos.

Estudos anteriores mostraram que a abundância de insetos normalmente diminui com a elevação. Ainda assim, esta pesquisa liderada por Gélvez-Zúñiga mostra que insetos comedores de flores deste ecossistema contrariam esta tendência, potencialmente devido a recursos alimentares limitados em altitudes mais elevadas. Esta descoberta destaca as interações complexas entre plantas e insetos em ecossistemas de montanha.

Gélvez-Zúñiga, I., Beirão, M., Novais, S., Santiago, JC e Fernandes, GW, 2024. A disponibilidade de recursos florais diminui e a florivoria aumenta ao longo de um gradiente de elevação numa comunidade altamente biodiversa. Annals of Botany, mcae155, https://doi.org/10.1093/aob/mcae155


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