As plantas com flores apresentam uma grande diversidade de morfologia polínica. Supõe-se que essa diversidade reflita não apenas as variações no design subjacente, mas também o estresse imposto pelas condições ecológicas relacionadas à sobrevivência e germinação do pólen. Espera-se que ambos os componentes restrinjam o acúmulo de disparidade de pólen.

Yu et al. realizam uma combinação de testes estatísticos e baseados em filogenia, demonstrando que a disparidade de pólen em Ericaceae não evoluiu de forma constante, mas pulsou ao longo do tempo, claramente dissociando-a do padrão relativo de taxa constante de diversificação de espécies inferida. No morfoespaço polínico, a maioria dos principais clados parece ocupar distintas regiões vizinhas, e a distribuição das espécies mostrou uma forte tendência central.