Mapeando uma nova direção para a origem e distribuição da azeitona (Olea europaea), Mousavi et al. medir os níveis de diversidade genética e a estrutura genética da população de um conjunto representativo de ecótipos iranianos e variedades de azeitonas selecionadas por cloroplastos e marcadores nucleares. Os resultados desta análise são combinados com dados arqueobotânicos e históricos, traçando um novo cenário sobre a origem e distribuição desta importante cultura frutífera.

Distribuição geográfica de diferentes conjuntos de genes detectados no Mediterrâneo e no Irã usando o software Structure
(A) Distribuição geográfica de diferentes conjuntos de genes detectados no Mediterrâneo e no Irã usando o software Structure. O tamanho dos círculos refere-se ao número de amostras. (B) Quatro populações detectadas com base em todo o conjunto de amostras. Vermelho: Cultivares do Mediterrâneo Ocidental (WM), incluindo Marrocos, Espanha e Portugal; azul: Cultivares do Mediterrâneo Central-Oriental (CEM), incluindo Argélia, Tunísia, França, Itália, Croácia, Albânia, Grécia, Turquia, Egito, Chipre, Líbano e Síria; verde escuro e verde claro: cultivares iranianas e ecótipos (IR). (C) amostras iranianas divididas em quatro populações (1-4).

A computação bayesiana aproximada foi aplicada para definir a história demográfica das azeitonas, incluindo o germoplasma iraniano, e a modelagem da distribuição de espécies foi realizada para entender o impacto do período quaternário tardio na distribuição da azeitona. Duas rotas de diferenciação da azeitona são propostas: uma para o oeste, espalhando-se ao longo da bacia do Mediterrâneo, e outra movendo-se para o leste, atingindo o planalto iraniano antes de sua domesticação.