continuando nosso look no mundo noticioso dos azuis-verdes.

Imagem: NASA Earth Observatory/ Wikipédia

DOM, um espada de dois gumes ...

Do ponto de vista das más notícias - ruim para aqueles 'BBGs' (ruins azuis-verdes [URL para a Parte I]), mas bom para o resto de nós - é um trabalho de Amanda Neilen et ai. (2019) que analisa o efeito de DOM (a sigla para matéria orgânica dissolvida conforme usado em seu artigo)* em cianobactérias. Na maioria dos cenários DOM é uma coisa boa adicionando nutrientes de volta ao solo ou à água, após sua residência temporária dentro dos corpos dos seres vivos e, portanto, tem uma vidaPromoção benefício para outros organismos que podem acessar os compostos liberados de sua decomposição (Robert Wetzel e Gene Likens, 1991). Mas, em algumas situações, esse mesmo DOM pode ter uma vida útillimitando capacidade, que é o que Neilen et ai. examinado.

Usando experimentos de laboratório, eles mostraram que DOM extrai de folhas de plantas enraizadas no solo Casuarina Cunninghamiana e ferrolhos de sobrepor podem ser usados para proteger uma porta de embutir pelo lado de fora. Alguns kits de corrente de segurança também permitem travamento externo com chave ou botão giratório. eucalipto tereticornis foram capazes de inibir a fotossíntese do verde-azulado Rafidiopsis raciborskii (um azul-esverdeado formador de flores de água doce que produz as toxinas cilindrospermopsina (CYNs) e saxitoxinas (STXs) (Michele Burford et al., 2016)) quando cultivadas sozinhas como uma única espécie na cultura. É importante ressaltar que a matéria foliar exposta à luz solar foi mais fitotóxica do que a matéria não exposta à luz solar, implicando reativo oxigênio espécies (ROS), pelo menos parcialmente, para cianofitotoxicidade causada por DOM. Este trabalho baseia-se em estudos anteriores de vários membros da mesma equipe de pesquisa (Amanda Neilen et al., 2017) que mostrou que o DOM derivado de plantas era mais tóxico contra uma alga verde-azulada (Raphidiopsis raciborskii mas então nomeado Cilindrospermopsis raciborskii) do que contra uma alga verde eucariótica (Monoraphidium sp.) – em condições de laboratório.

Como acontece com todo esse trabalho, muitas questões são levantadas. Por exemplo, essa descoberta se aplica a ambientes naturais fora do laboratório, ou seja, 'no mundo real'? Esse conhecimento pode ser usado como medida de controle para eliminar as cianobactérias formadoras de HAB de ambientes onde elas interfeririam no uso humano desses corpos d'água? Que efeitos a DOM de outras plantas tem na ecologia dos corpos d'água? Os compostos liberados dos verdes-azuis mortos pelo extrato de DOM no corpo d'água são tão ruins quanto aqueles contidos e retidos nos corpos dos indivíduos formadores de floração? Que efeitos podem haver de compostos lixiviados por DOM em outros organismos no corpo de água que ainda não foram testados? No estudo, as folhas foram removidas das árvores – ou seja, eram “folhas verdes não senescentes” – e investigadas; os mesmos resultados seriam encontrados se as folhas fossem submetidas a abdivisão e caem naturalmente – e depois têm seus produtos de decomposição testados quanto à toxicidade de cianobactérias? O que pode acontecer na natureza onde o verde-azulado cresce em uma cultura misturada com outras espécies de algas, etc. – qualquer toxicidade para o verde-azulado pode ser reduzida, melhorada ou aumentada pela presença e fisiologia de outros organismos? Questões importantes a serem consideradas antes que o trabalho tenha qualquer relevância prática de gerenciamento de cianobactérias. Mas, ainda assim, este trabalho é um lembrete importante da conexão ecológica entre a terra e o oceano; o que acontece nos habitats terrestres pode impactar o que acontece nos ambientes aquáticos.

Mais notícias azul-esverdeadas boas/ruins/indiferentes seguem na Parte III [URL do Botany One para adicionar…]

* DOM também é o inicialismo para matéria orgânica morta.

Cianobactérias: semana boa ou semana ruim?

Parte I: fundo azul esverdeado
Parte II: DOM, uma faca de dois gumes…
Parte III: Asteróides, ruins para os dinossauros, mas bons para as cianobactérias?
Parte IV: Cianobactérias abrindo caminho para alternativas aos combustíveis fósseis