Imagem: Elisabeth Walraven/Wikimedia Commons.
Imagem: Elisabeth Walraven/Wikimedia Commons.

Voltando quase o máximo possível com plantas superiores, agora temos um uso notável de exsudatos derivados de plantas que representam o equivalente fitopalaentológico de procurar uma agulha no palheiro. Mas uma que – coincidente e inadvertidamente – criou um novo ramo incipiente da botânica. Esta é a revelação que deixou o mundo fóssil um pouco confuso: âmbar – um exsudato fossilizado de árvores – foi encontrado por Ryan McKellar et al. (Ciência) para abrigar penas de 80 milhões de anos e 'protopenas'. Acredita-se que a mistura de fragmentos de penas pré-históricas seja de pássaros primitivos e dinossauros não aviários e é preservada com detalhes requintados. Curiosamente, os achados fósseis fascinantes vêm de amostras de âmbar no Royal Tyrrell Museum, no sul de Alberta. Mas, ainda mais interessante - e certamente por acaso - McKellar (um paleontólogo invertebrado) estava aparentemente procurando vespas envoltas em âmbar quando se deparou com o penas. Tudo isso soa bastante Crichton-esque para mim. Mas, se você está se perguntando qual é a diferença entre o trabalho de Kellar e o de Crichton, um é sobre voos extravagantes e o outro sobre voos fantasiosos.