Diversos sistemas de reprodução evoluíram nas angiospermas a partir das flores bissexuais de seu último ancestral comum. No entanto, a evolução do sistema reprodutivo permanece pouco compreendida em muitas famílias de plantas, incluindo as Moraceae (figueiras e amoras).

Neste trabalho, Zhang et al. abordam essas questões usando uma nova filogenia datada de última geração para Moraceae e, pela primeira vez, métodos baseados em modelos para a reconstrução do estado ancestral. Eles encontram um suporte muito forte para a dioicia ancestral em Moraceae e mostram que a monoicia foi provavelmente um passo intermediário para a ginodioicia em Ficus. Esses resultados têm implicações significativas para a compreensão da origem evolutiva dos figos, bem como dos sistemas de reprodução em geral.
