O estresse de flexão mecânica pode resultar no fortalecimento da parede celular e no aumento da formação de madeira nos eixos das raízes, juntamente com um acúmulo assimétrico de fitohormônios. De Zio et ai. mostram como diferentes intensidades de força mecânica agem nos lados côncavos comprimidos e convexos esticados da raiz principal do choupo lenhoso.
Modelo resumindo as principais alterações anatômicas, fitohormonais e proteômicas observadas nos lados convexo e côncavo de três setores de raízes principais dobradas (ABS, BS e BBS). As alterações dos fitohormônios (IAA, ABA, GAs, Kin e etileno) são representadas por blocos coloridos diversos. Alterações proteômicas e anatômicas são indicadas por setas. As zonas com o maior número de raízes laterais e teor de lignina também são relatadas. ABS, setor acima da dobra; AlaT1, alanina aminotransferase 1 (spot 20); Ara4, proteína que interage com ara4 (spot 1); BS, setor de dobra; BBS, abaixo do setor de flexão; CBS1, cistationina-β-sintase 1 (ponto 60); CCN, número de células cambiais; CDC48, proteína 48 do ciclo de divisão celular (ponto 2); ERP, proteína responsiva ao etileno; MMSDH, metilmalonato semialdeído desidrogenase (ponto 17); NDPK, nucleósido difosfato quinase (ponto 64); RPT, espessura relativa do floema; RXT, espessura relativa do xilema; SHMT, serina hidroximetiltransferase (ponto 19); SVA, área específica da embarcação; SVN; número específico da embarcação.
Os resultados mostram que, em contraste com a resposta do caule do álamo, a tensão de flexão aplicada às raízes principais do álamo lenhoso resulta em maior formação de madeira para o lado côncavo (zona comprimida), caracterizada pelos maiores valores de quantidade de células cambiais, espessura do xilema e teor de lignina. A maior quantidade de raízes laterais revela-se na zona alongada do lado convexo, que constitui o local de acúmulo assimétrico de auxina, fitormônio responsável por desencadear a deposição de lignina e fortalecimento da parede celular nos lados côncavos.