As plantas em ambientes áridos geralmente têm fenótipos previsivelmente diferentes daqueles em ambientes úmidos. Dentro das espécies, tais associações de característica-ambiente podem indicar adaptação local, mas as evidências de apoio são raras. Um novo estudo analisa protea repens um arbusto encontrado na Região Florística do Cabo.

Carlson et al. mostram a variação estomática em larga escala e seu mecanismo evolutivo, combinando dados de um jardim comum com os de duas populações selvagens. No jardim, a densidade estomática foi maior em plantas provenientes de locais mais quentes e secos. Na natureza, as plantas com estômatos mais densos tiveram maior fecundidade, folhas mais frias e maior fotossíntese, mas apenas no mais seco dos dois locais. Essas descobertas mostram como a densidade estomática influencia a fisiologia de maneira diferente entre os locais e demonstra exclusivamente a adaptação local.
