
Em 1759, Linnaeus convenceu seus seguidores de que as plantas poderiam hibridizar cruzando flores na família das margaridas e produzindo descendentes intermediários. Esses híbridos, entre Tragopogon pratensis e T. porrifolius, existem naturalmente hoje em Londres, Reino Unido, aparentemente iguais. Em um novo estudo publicado em AoB PLANTS, Matheus et ai. descobriu que a maioria dos híbridos de Londres está em sua primeira geração, embora os autores forneçam evidências cromossômicas de que um é um pouco mais velho. Esses híbridos não parecem ter dado origem a uma nova espécie, embora ambos os pais tenham produzido novas espécies híbridas no século passado, quando cruzados com T. duvidoso. Entender por que os híbridos muitas vezes não sofrem especiação, apesar das repetidas oportunidades, aumentaria nossa compreensão tanto do processo evolutivo quanto das avaliações de risco de espécies invasoras.
